segunda-feira, 1 de outubro de 2012

E sobre Eric Hobsbawm eu pergunto: nossa origem determina nossa história?

Eric Hobsbawm. Um menino judeu de 13 anos de idade, que perdeu os pais e se muda de Alexandria, com os tios, para Londres, no ano de 1933, por motivo da perseguição que se inicia com Adolph Hitler nomeado Primeiro-Ministro da Alemanha.

"Historiador, formado na Universidade de Cambridge, tão jovem ainda passa a integrar o Partido Comunista da Grã-Bretanha.
Entre suas obras de destaque, que influenciaram gerações de historiadores, está Era dos Extremos: o Breve Século XX: 1914 - 1991. No livro, ele afirma que o século XX começou em 1914, com a I Guerra Mundial, e terminou em 1991, com o fim da União Soviética. A publicação faz parte da quadrilogia que aborda a história europeia entre 1789 e 1991 e da qual fazem parte os livros A Era das Revoluções (1962), A Era do Capital (1975), A Era dos Impérios (1987) e A Era dos Extremos (1994). Outra obra importante é Globalização, Democracia e Terrorismo. Em 2002, Hobsbawm lançou a biografia Tempos Interessantes: Uma Vida no Século XX.
Lições - Em uma conferência realizada em agosto de 1995 no Masp, o pensador apresentou as suas três lições aos jovens historiadores que investigam fatos do passado: devem procurar saber algo do acontecido antes de mergulhar nos arquivos; devem saber que a memória dos protagonistas falhará sobre os pontos isolados da História; e devem reconhecer a inutilidade de tentar mudar as ideias e os ideais dos participantes dos acontecimentos". (Dados que recortei da matéria da Veja - Celebridades).

Enfim, o que ficou para mim de meus anos de Sociologia na Universidade Federal de Goiás, há 17 anos atrás... não fora principalmente o olhar focado de um homem sobre o Marxismo apenas.

Eu refaço hoje a leitura da biografia, com honroso respeito e luto. Não necessariamente um menino de 13 anos de sua época chegou aonde ele chegou, constituiu a vivência que ele constituiu e ensinou a outros com brilhante sabedoria e esforço como tal.

Minha discussão sempre acalourada proposta aos colegas leitores e escritores, amigos jornalistas, RPs, Publicitários, Professores, Pais e Mães de todas as denominações profissionais e sociais é: nossos jovens e a Política.

Acabo de ouvir de uma jovem de 12 anos, em sala de aula, que, caso pudesse votar, seu voto seria de um candidato fulano de tal, porque ele lhe prometera tênis escolar.

Tudo bem que ganhar um par de tênis, dado pelo prefeito de um município a todas as escolas públicas, não deixa de ser um fato político.

E algo mais?

Qual é o algo mais que nossos jovens estão buscando para quando puderem votar o façam com pelo menos a mínima consciência de poder coletivo?

Erramos muito. Já não temos um legado político brilhante e um currículo histórico invejável para deixar para eles, mas sou esperançosa e positiva!

Eu ainda aposto que somos capazes de ajudá-los a errar menos que nós!
Ainda acredito que é nossa função chamá-los para um bate-papo, até muito interessante que seja pelas mídias sociais, que os leve a pensar sua formação política e repensar a de seus antepassados, incluindo-nos, claro.

Não se trata de Movimento Cara-Pintada. Não falo de rompantes, surtos coletivos contaminados de especulações partidárias. Falo de Eric Robsbawn. Existem portas que só vão se abrir através de esforço de pensamento coletivo, maturidade construída com vivências e muito boa vontade da Ciência e seus pares.

Nossos jovens leem mais! Engano nosso que achamos que a geração Web 2.0 não lê! "A geração Y" lê mais do que nós, se socializa muito mais e opina conscientemente.

A provocação que aguço e me jogo nela é a de transitarmos de uma geração para outra com mais cidadania. Socializar talvez não baste. Construir políticas públicas talvez já seja possível para nossos jovens, "ainda tão jovens"!

Outros Eric Hobsbawn precisam se lançar com coragem! E aí eu acho que entramos nós! Pais, mães, família, professores! A Cybernética não está proposta para isolar ninguém. Ao contrário, ela se propõe como a Arca dos Saberes, segundo seu grande idealizador, Filósofo Pierre Lévy.

Ao ver um jovem dizer que odeia Política, tenha uma pergunta atraente a fazer! Elogie o seu repúdio ao que se está proposto e o incentive a mudar as regras do jogo! Eles podem e devem fazê-lo! O futuro deles depende de grandes viradas, como há quase 80 anos atrás o mundo fora agraciado com as viradas que Eric Robsbawm promovera, promove e promoverá!





terça-feira, 11 de setembro de 2012

Existe receita fácil?

Faço questão de registrar aos blogueiros companheiros de escrita minha auto-indignação!

Mãe deveria ser avaliada antes da concepção. Bastaria um questionário simples, que detectasse inapetências óbvias, mas que fossem eliminatórias!

Não julgando a Deus como incapaz de tal avaliação, já que é somente Ele que ordena a concepção, não isso! Apenas me senti hoje tão imprópria para a função, que confesso, fosse eu Deus, repensaria a possibilidade de demissão por justa causa.

Meu garoto de oito anos é normal. Pena que a mãe não pareça ser! Veja bem o que a dileta criatura hoje se assenhorou de fazer!

Neste ato, sendo eu a personagem em avaliação, descrevo a insanidade. Em casa, numa manhã tranquila em que não teve aula por motivos excusos, meu filho assistia à TV. Eu me enchi de uma tamanha fúria contra o que o menino estava vendo, desenhos animados de péssima intenção moral, que não vi a hora em que ordenei implacavelmente a ele que desligasse a TV e fosse ler um livro.

Absurdo! Absurdo? Sim, absurdo... vexatório quase!

Meus amigos e amigas, não façam o mesmo!
A crise em que a TV se encontra é responsabilidade de todos nós. Se programas direcionados às crianças não formam valores educativos e de cidadania, façamos nós nossas reflexões e proponhamos aos nossos filhos atividades saudáveis.

Eu errei não pelo surto psicótico. Qualquer pai, qualquer mãe que visse o filho paralisado em frente de algo tão evasivo e desqualificado como eu vi teria se enfurecido! O problema é exercer sabedoria diante dos filhos! Essa é a questão. Não havendo sabedoria e muito exercício da criatividade, vamos nos tornar a "bruxa malvada" e o que pior, dar à TV o lugar de "fada bondosa". Não é um duelo! Não vai resolver medir forças com as mídias modernas...

Depois de minha auto-avaliação deixo minha conclusão aos que talvez tenham vivido situação semelhante.

Deixei o que estava fazendo. Claro que exige renúncia!

Parei com ele um tempinho (depois de me acalmar).

Reconheci que minha alteração de humor foi um erro e que não se repetiria, pois não foi ele quem elaborou o programa de TV... ele estava assistindo passivamente e cabia a mim oferecer outra atividade de melhor qualidade, já que como mãe minha função é norteá-lo ao que tem de melhor na vida, até que ele seja capaz de fazer conscientemente suas próprias escolhas.

Oramos juntos. Não está relacionado à sua religião e sim à humildade de admitir que somos incapazes de fazer escolhas certas sempre. Há um Criador pronto em nos ajudar a fazer escolhas melhores para nós.

E foi muito bom! Buscamos juntos ao Senhor Jesus, em quem cremos! Ele nos ajudou a fazer algo interessante! Fomos juntos para o tablet e acessamos a Biblia infantil! Lemos juntos o primeiro capítulo do evangelho de João!

Mas até que eu chegasse a esse ponto... caros amigos, quanto desgaste!
É realmente um preço de amor desdobrar-se para fazer dos filhos homens de bem. Realmente o sabor gostoso na velhice será ver os filhos bem formados!

Vamos juntos então nos ajustando ao mundo que os cerca! Virão desafios novos, mas a receita infalível é agir com humildade e amor! Vai valer a pena!




sábado, 1 de setembro de 2012

Gratificante e desafiador também !

Caros colegas, Relações Públicas,

Hoje, diante das explanações da Doutora Professora Silvana Coleta, também Assessora de Comunicação Integrada da UFG, muito temos a comemorar!

Comemoremos o momento histórico em que nunca houve tamanha valorização de nossa profissão pelos demais colegas da Comunicação Social, porém despertou-me o peso da responsabilidade!

Se de fato nos abrirmos para as possibilidades infindas que nos cercam, seremos grandes colaboradores para o progresso de muitos, contudo não nos esqueçamos que ser Relações Públicas é servir com dedicação e coragem!

Sem buscar holofotes, ao contrário, nos encarregando de ser o menos vistos, façamos de fato a sociedade entender que podemos e queremos servir.

Servir inclusive aos colegas das demais habilitações a construir a Comunicação Integrada num mercado competitivo e muitas vezes hostil às nossas propostas, diante do desafio de cada um de nós, em seu contexto profissional de gerenciar crises e reverter imagens negativas e positivas.

Lançando-me no hall dos que estão retomando o barco, proponho-me acalourar tal discussão. Como explicar para a sociedade o quanto podemos servir?

Eu deixo uma dica: servir com dedicação. Aonde nós formos, levemos o compromisso de contribuir para as relações sociais saudáveis, as relações humanas, não só as mercadológicas, auxiliando a comunicação fluir de maneira positiva e eficaz.

Adriana
Assessora de Comunicação
Relações Públicas


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Prato de Lentilha

O Prato de lentilha.
*Adriana A. C. A. Oliveira

“...Rebeca porém amava a Jacó...
Tinha Jacó feito um cozinhado, quando, esmorecido, veio do campo Esaú, e lhe disse: peço-te que me deixes comer um pouco desse cozinahdo vermelho, pois estou esmorecido. Daí chamar-se Edom.
Disse Jacó: vende-me primeiro  o teu direito de primogenitura.
Ele respondeu: estou a ponto de morrer; de que me aproveitará o direito de primogenitura?
Então disse Jacó: jura-me primeiro. Ele jurou, e vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó.
Deu, pois, Jacó a Esaú pão e o cozinhado de lentilhas; ele comeu e bebeu, levantou-se e saiu. Assim desprezou Esaú o seu direito de primogenitura.” Gn. 25: 28-34


Não sei exatamente o que quero atingir com esta análise. Se penso que posso polemizar uma discussão comum a respeito de sexo ou se polemizando o assunto, tento conscientizar o caro leitor de um diagnóstico de enfermidade social. E se, a partir da conscientização, quero propor algo na direção da cura, ou me contentar em denunciar o crime moral e apenas registrar meu repúdio, sendo assim até uma arma de defesa, diante do assédio cultural.

Algo sei. Quero um leitor provocado. Um leitor instigado a pensar, antes de vender sua primogenitura. Talvez eu queresse apenas ter sido advogada de Esaú. Dizer-lhe: Esaú, Esaú... acorde!!!

Os tempos mudaram, mudam e vão continuar mudando. Será? Será mesmo que vai mudar? Vai. E muito. Enquanto existir prato de lentilha, que pretenciosamente quero passar a chamar dentro desta provocação de “mulher lentilha”, vai mudar muito, e tomar rumos que talvez não iremos poder conduzir, e sim, ser arbitrariamente conduzidos dentro deles.

Eu não considero apologia ao sexo o problema da humanidade, mas caro leitor, considere comigo o curso natural da vida. Nascemos, crescemos, (re)produzimos e morremos. Curso ideal para as plantinhas, já o nosso se faz com livre arbítrio. Não escolho nascer, nem crescer e morrer fisicamente, mas (re)produzir, crescer em valor e morrer moral e espiritualmente, estes são escolhas.

A mulher lentilha. Nem apologia à mulher é o problema, embora não desconsidero suas consequências também desastrosas na sociedade, contudo Jacó é um personagem que quer ganhar vantagem, abstrair de quem tem o que ele tanto almeja: direito, escolha, liberdade, herdades, reconhecimento e poder. Tudo isso na sopa de lentilha? Nada disso. Não são moedas correntes. A sopa é vazia. A proposta de troca não é nem de longe justa. Perder dupla herança é entregar tudo o que Jacó desejou. A sopa de primogenitura sim, esta era completa.

Se o sexo continua sendo considerado pela maioria como 50% da relação conjugal, não sei. Talvez o censo comum julgue um pouco mais, talvez os estudiosos do assunto julgue um pouco mais, ou quem sabe menos. A estatística não vem ao caso. Pesar sexo na balança da relação conjugal já é arriscado por si só.

A mulher lentilha. Então falemos de vez sobre ela. Se falo ao leitor do sexo feminino, inicio desde já pedindo sinceras desculpas, porque vou provocar um pensamento novo, mas lhe garanto, não vou comprar seu livre arbítrio, não pretendo. Palavras estão sendo usadas como moeda corrente, com discursos persuasivos aos que não detém o entendimento do que ouvem, ou do que leem. Não é este meu propósito. Ao pensar criticamente, absorva o que lhe servir apenas. Duvide do que não lhe ficar claro, pesquise, leia outros escritores, mas por favor, pelo menos saia da inércia, recuse não fazer nada diante do que irá ler.

Mas se o leitor é do sexo masculino, a você não dou chance alguma de não ser provocado. A menos que o seu livre arbítrio já tenha feito de maneira consciente a decisão de comprar o prato de lentilha. Se não advoguei em favor de Jacó, deixe-me fazê-lo por você, de graça, sem custos, nem honorários. Não costumo prestar consultoria de graça. Devo realmente estar muito interessada em arrancar de você um pensamento novo, uma reinvenção do conceito de vida a dois e por consequência de família e maior consequência advinda, uma sociedade diferente da que se nos propõe.

No Eden, a proposta era de uma relação muito amorosa. Em Edom, a proposta fora muito comercial. Jacó e Esaú, irmãos gêmeos. Não marido e mulher, mas sanguíneamente muito próximos. Marido e mulher, no Eden, composições de uma mesma matéria, que fosse pedaço de costela ou outro qualquer. Sangues, células também muito próximas. E o que isso tem a ver com escolhas? O que isso tem a ver com redefinir relacionamentos?

Um homem cansado, faminto, ao fim de uma jornada de trabalho exaustivo não é condição única de Esaú. Querer um prato quente, saboroso, cheiroso, apetitoso e saciador é condição de todo ser humano. O prato de preferência, além de saciar, convém sustentar por algum tempo. Do contrário contetaríamos com saladas verdes e frias.

Mas Esaú frisou bem: quero o prato avermelhado! Este me supre.
Exausto de trabalhar. Sempre temos estado assim. Jacó não tinha numa geladeira cerveja gelada, nem Coca-Cola. Caso tivesse, completaria a boa venda que fizera. Além de saciar, o prato pode vir acompanhado de algo refrescante, que te faça esquecer o árduo trabalho. Refresca, apaga, alivia. E precisa ser por um tempo pelo menos suficiente a lhe dar condições de aguardar a próxima refeição.

Então você vai para casa. Mas a caminho de casa você encontra Jacó. Como isso é bom! Jacó deve ter um prato para te satisfazer. E tem. E você se sacia. Daí acaba de chegar em casa cheio, mas lembre-se, é só até aguentar a hora da próxima refeição. Lá a esposa também chega. Os filhos lá já estão. Já chegaram de sua rotina também. A esposa possivelmente já se saciou também. Ou talvez resistiu a mais um prato. E se resistiu chegou em casa com fome. Os filhos sempre estão com fome. Eles até comem algo na rua, mas querem decisivamente comer junto com os pais. Mesmo que a família contemporânea não coma junto mais, algum momento em que os filhos queiram comer em casa, preferem estar com os pais. Ainda que comam esparramados cada um na frente de uma TV, mas querem ver ali seus pais. Os pais. Se o pai "desviou-se da Jacó", isso não lhe fez chegar em casa cheio. Pelo contrário! Está faminto!!! Cansado, exausto e quer "um prato que sacie", uma cerveja que refresque, ou Coca-Cola estupidamente gelada, se por profissão de fé não ingira bebida alcoólica.

Esse encontro é majestoso. É desastroso também. Se olhamos um para o outro ainda, percebemos fomes iguais, com poucas expectativas de saciar-se. Fomes intensas de acolhimento e descanso. Nem conversar queremos, quando chegamos. O casal recria forças e dispensa às vezes um pouco de atenção aos filhos. E cada vez mais se torna “às vezes”. Os filhos já vão deixando a espera de serem saciados de carinho. Passam a mão no play station, no celular, no "qualquer coisa" e vão reinventar formas de se saciar. E se conversar na chegada não é conveniente, vamos refrescar a memória fazendo algo também. Algo que não será bem um prato de lentilha, mas que amenize um pouco.

A fome não saciada é o problema real. Se você aceita logo o prato de Jacó, presume-se que ao chegar em casa estará bem! Mas você descobre com o passar do tempo, que Jacó te vendeu apenas um prato de lentilha! Sustentou por algumas horas. Não dura para sempre! Você descobre que a fome saciou-se, é verdade, porém ela volta cada vez mais intensa. Mais trabalho, mais pressão, mais cansaço, mais cobranças. De repente você pensa: que tal discutir a relação? Ele não quer. Ela deixou de querer. Os filhos também. Conseguiram se distrair nas redes sociais.

De repente a mulher tem um surto psicótico! Já sei! Eu vou ser a mulher lentilha! Entra na academia, toma Cloridrato de Sibutramina e perde 20 kg! Remodela o guarda-roupa, faz bronzeamento artificial, lê Glória Kallil, que a propósito é bom mesmo, torna-se consultora da Mary Kay! Uau!!! É bom demais!!! Uso tudo o quanto consigo comprar dessa marca!!! O marido já nem sente mais saudade do tal Jacó! Jacó? Ultrapassado! Minha mulher tornou-se ideal!!! Então vamos fazer sexo e muito!!! Achamos a solução!!!! Salvamos nosso casamento!!! Sexo com a própria esposa? Tudo de bom! Ela repaginou-se e eu não corro risco de contrair doença!!! Não é artista de cinema, mas eu não vou dormir com “uma esposa similar a uma artista” Melhor a minha numa versão similar. É genérica, mas faz efeito!

Faz efeito até quando? Você já não tem mais certeza se Jacó é melhor, se sua esposa... está tudo tão confuso. Aquele trapaceiro não me vende barato... e minha mulher começou a ter surtos psicóticos de verdade depois das drogas para emagrecer, dormir, acordar...

A mulher lentilha tenta todos os dias vender-se mais barato do que Jacó! Está ficando cada dia mais repaginada. Não pode virar paniquete. Esta cena roubaria a das filhas que cresceram. É uma concorrência desleal. Haja silicone e lipo para concorrer com elas! Mas meu marido nem aprecia mais. Achou uma colega de trabalho com quem ele conversa!!! Eu pensei que de boca fechada servia, mas a danada é boa de papo!!! E pensando bem eu tenho um colega de trabalho que há tanto tempo conversa comigo! Nossa, já somos amigos íntimos!!! Mas acho que eu tenho que continuar malhando e usando Mary Kay! O colega é dez anos mais jovem que meu marido!

Bem. Os filhos cresceram. O casal nem se deu conta. Os anos passaram, mas o serviço não diminuiu e acredite, as contas para pagar aumentaram generosamente. Isaque e Rebeca nem se deram conta do quanto os irmãos eram diferentes, muito menos perceberam que os educaram para concorrer um com o outro.

Eu continuo não sabendo exatamente, caro leitor, a provocação aonde vai dar, mas tenho que encerrar dizendo que fazer do sexo a alimentação das nossas relações e compensando nos programas televisivos e intenéticos o que aspiramos e não temos, já está comprovado que adoeceu nossa sociedade. Se a de Isaque e Rebeca foi menos doente também não sei. O que acredito piamente é que filhos delinquentes tem pais sexomaníacos e evazivos.

Perdão a afirmativa sem pesquisa e resultado científico, mas se você também está refém de dados comprovados, faça você mesmo suas leituras. Dê uma olhadinha para fora da janela. Circule em alguma imediação escolar. Ouça um pouco do que adolescentes conversam quando saem da escola. E se tiver coragem, pergunte a um deles onde está seu pai e sua mãe, o que fazem, quanto tempo passam juntos, sobre o que conversam, se é que conversam.

Falei do caminho para a cura. Ainda fico com o de Jacó. Os pais não se concertaram, mas ele resolveu mudar de vida. Não tinha como devolver o que roubou do irmão, mas decidiu pensar e fazer diferente. Rebeca deve ter sido a mesma até morrer, mãe interesseira e confusa em seus valores. Você, leitora, pode decidir namorar seu marido, sem medir seu sucesso com as medidas padrões do prato de lentilha. Não precisa concentrar toda sua força na aceitação do marido. Você se realiza também sendo uma mãe amiga, uma mãe educadora, de valores, presente, ainda que um pouquinho, mas com dignidade. E se propuserem uma mudança juntos, vão reaprender o valor do abraço, de passear de mãos dadas. Vão até entender o quanto vale isso para vocês, para seus filhos, para quem estiver vendo. Ajude aos outros também a rever o valor do sexo no casamento.

A cerveja refresca sempre, é altamente diurética, mas dá sono. Se você tem pouco tempo para conversar, durma menos um pouquinho. Converse com seus filhos mais! Converse com seu esposo, esposa mais! Reaprender é difícil, mas é necessário e possível. Não é um conceito de auto-ajuda. É possível, quando você decide o que Jacó decidiu.

Ele entendeu que não era capaz sozinho. Ele aceitou ajuda. Ele ouviu a Deus. O nosso criador sabe nos refazer sempre que necessário. Assim tem sido comigo. Eu deixo o desafio de pensar e se você pensar de verdade, já estou feliz por você, por sua família, por mim, pela sociedade de hoje e de amanhã. Todos vão ganhar com certeza.
 
* Adriana Aparecida Costa Almeida Oliveira – Gestora de Comunicação como Profissional Liberal, Parceira da Empresa Casa Real imagem - Designer - Foto - Cerimonial - Assessoria de Comunicação, Graduanda da Pós-Graduação - Especialização em Assessoria de Comunicação e Marketing da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás – UFG. Bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Relações Públicas pela mesma Universidade. Twitter: @adriasophrosyne e-mail: dri.relacoespublicas@gmail.com

... PARA QUE OS QUE ENTRAM VEJAM A LUZ!

E ninguém, acendendo uma candeia, a põe em oculto, nem debaixo do alqueire, mas no velador, para que os que entram vejam a luz. A candeia do corpo é o olho. Sendo, pois, o teu olho simples, também todo o teu corpo será luminoso; mas, se for mau, também o teu corpo será tenebroso. Se, pois, todo o teu corpo é luminoso, não tendo em trevas parte alguma, todo será luminoso, como quando a candeia te ilumina com o seu resplendor. (Lucas 11: 33, 34 e 36)

Estamos vivendo no século do dilúvio da comunicação. Ao ler os escritos sobre as novas formas do saber, de Pierre Lévy, filósofo, doutor em Sociologia e professor na Universidade de Otawa, Canadá, que estuda a cybernética, especialista em internet, me fiz vários questionamentos.

A minha ousadia de enveredar no mundo cybernético, muito novo e desconhecido, ainda que não pareça, tem um objetivo bem consistente. Pretendo acalourar e amadurecer a compreensão da forma pós-moderna do indivíduo se relacionar em família, em sociedade.

O blog NA LUZ DA CANDEIA é um dos primeiros caminhos que ousei me enveredar. Para aventuras bastantes promissoras, também convido o leitor, tão mais ou tanto quanto eu, desejoso de entender a Comunicação Social e os novos valores humanos.

Mães, pais, filhos, professores, alunos, profissionais da Comunicação e áreas correlatas da Ciência, que queiram debater sobre a família e a comunicação moderna desta célula social, eis-me aqui. Meus colaboradores são meu esposo, meu filho e vocês que desejarem se engajar!

Adriana A. C. A. Oliveira
Comunicóloga